segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Detive Conan

 









Há algum tempo comecei a assistir Detetive Conan. Detetive Conan conta a história de Shinichi Kudo, um jovem e brilhante detetive que acaba vítima de uma organização criminosa que o força a tomar uma droga experimental que transforma seu corpo no corpo de uma criança.



É mais um anime que eu não entendo porque nunca passou na TV brasileira na época dos Cavaleiros do Zodíaco. É um excelente anine de detetive para crianças e jovens.

No geral ele é um anime episódico, mas tem alguns arcos também. Gostei que os casos são muito bem feitos, embora simples. Na maioria das vezes, eu acertei o culpado.

Comecei assistindo os episódios mais antigos, mas dei uma adiantada para os capítulos mais recentes. Então venho conciliando episódios antigos e episódios recentes e tem sido uma boa experiência.



Acho uma pena esse anime ser praticamente ignorando no Ocidente, sendo que é um dos animes mais longos e populares do Japão a décadas. Quem sabe a TMS não faz com Detetive Conan o que fez com Lupin III, postando alguns episódios no canal oficial.

Enfim, uma dica de um bom anime de detetive que sai dos animes de luta e romance.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Yu Yu Hakusho









Yu Yu Hakusho







Ano passado eu esqueci de comentar sobre os 30 anos de um dos meus animes favoritos e um dos melhores shounes de batalha já feitos, estou falando de Yu Yu Hakusho.

Conheci o anime pelo Cartoon Network, não pude acompanhar pela Manchete, pois a emissora deixou de passar definitivamente em João Pessoa no fim da Saga do Santuário de Cavaleiros do Zodíaco.

Yu Yu Hakusho começa quando o protagonista morre tentando salvar um garotinho, mas nem o Céu e nem o Inferno estavam prontos para receber o rapaz, que ganha a oportunidade de voltar à vida fazendo a prova da ressureição.

O primeiro capítulo de Yu Yu Hakusho continua muito emocionante. Sempre fico comovida com o choro da mãe de Yusuke durante o enterro dele. Outro que também tem uma reação comovente é Kuwabara, o melhor amigo/ rival de Yusuke. Kuwabara continua sendo um dos meus personagens favoritos da série e dos animes de maneira geral.

Um pouquinho depois, chegam dois personagens que muito populares no anime, Kurama e Hiei. Kurama também é um dos meus personagens de anime favoritos.

Outro personagem ótimo e que arranca gargalhadas é o Senhor Koema, o filho do Rei Ema, que controla o mundo espiritual. O humor de Yu Yu Hakusho é ótimo, embora eu já tenha visto resenhas falso moralistas o condenando.

Minha parte favorita do anime é o Torneio da Trevas, onde Yusuke e seus amigos enfrentam vários adversários até chegarem nas finais contra o temível time Toguro.

As lutas do Torneio das Trevas estão entre as melhores dos shones de batalha. Gosto porque as lutas não demoram muito e são emocionantes pela ação e não somente por frases de efeito ou diálogos e passados tristes.

As minhas lutas favoritas do Torneio das Trevas são:

Kurama vs Karasu;

Yusuke vs Toguro mais novo

Kuwabara vs Toguro mais velho

Genkai vs Toguro

Yusuke vs Jin



Em minha opinião, os vilões de Yu Yu Hakusho são alguns dos melhores do mundo dos animes de modo geral. Ainda acho que o destaque entre os vilões é o Toguro mais novo. Como já comentou um site antigo, o anime é uma aula de como fazer bons vilões.

Outro vilão que se destaca é Sensui, um ex-detetive espiritual com múltiplas personalidades. A saga de Sensui é boa, mas em minha opinião é muito extensa.

Eu tenho a opinião divergente que o maior vilão de Yu Yu Hakusho é Sakyo, o chefe do time Toguro. É ele quem tem o plano de abrir as dimensões que separam o mundo dos humanos do mundo das trevas, é ele quem de certa forma causa a revolta de Sensui.

A última parte da história é bem melhor no anime do que no mangá, pois em minha opinião as lutas acontecem de uma maneira muito apressada. Porém são apresentados os três reis das trevas que são personagens muito carismáticos. São eles Raizen(o pai de Yusuke), Mukuro e Yomi.

Vi os OVAs que adaptaram duas histórias presentes apenas no mangá. Uma sobre como Kurama e Hiei se conheceram. Essa me deu uma baita nostalgia, porque me lembrou dos bons tempos dos fóruns de fanfics de animes/mangás. Tinha uma colega minha que amava o casal Kurama e Maya.

O outro OVA é sobre um grupo de terrorista fanáticos que toma Koema como refém para que a barreira entre os mundos seja reconstruída. Confesso que não curti tanto essa história no mangá, mas dei uma assistida no OVA.



Quanto a adaptação da Netflix, confesso que não me interessou, pois pelo que eu soube é uma adaptação de tudo que já foi mostrado no anime, então não vi muito motivo de fazer. Poderiam fazer alguma história original para o live action. E sendo sincera, não gostei muito do visual.

Sem querer vi algumas cenas e lembrei de um crítica de uma colega minha no X e concordei em especial com o visual do Kurama.

É uma coisa complicada adaptar bem shonens de batalha em live action, porque fica aquela sensação de cosplay ou de algo que não se encaixa bem no mundo real.

Acho que live actions de anime favorecem muito mais os shoujos pela estrutura mais novelesca. Ou animes como Lupin III, Detetive Conan ou Samurai X.

Eu ainda fico com o anime de Yu Yu Hakusho para mim é um dos melhores shonens de batalha já feitos.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Otaku : O filho do Virtual


 




Otaku: Os filhos do virtual

 

 

 

Comprei esse livro por indicação do ótimo blog sobre anime, mangá e cultura japonesa em geral Sushi Pop. O livro é uma reportagem investigativa do jornalista francês Étienne Barral sobre o que ele chama do nascimento do Homo virtuens.

O livro coloca os otakus no contesto de uma sociedade rica e altamente competitiva como a japonesa. O autor parece se sensibilizar com alguns otakus, mas também aponta alguns defeitos como não querer melhorar a aparência e não se esforçar para ter amigos.

Por outro lado, ele consegue ver que muitos otakus são artistas genuinamente talentosos. Em um dos capítulos é descrita uma escultura inspirada em Devielman que impressionou bastante o autor pelos detalhes. Outro caso é do colecionador de bonecas que reproduz com perfeição a cerimônia do chá, criando uma boneca muito delicada.

O autor também dá a entender que as paródias criadas pelos otakus seria um ato de rebeldia contra o sistema que tenta impor seus gostos, mas o otaku estabelece o próprio gosto quando produz seu fanzine (doujinshin), sua maquete ou boneca.

O senhor Barral também faz um breve comentário sobre o Yaoi/BL que é um tipo de mangá erótico/pornográfico envolvendo relações homossexuais entre homens voltado para o público feminino heterossexual. Também existem mangás e fanzines para homossexuais masculinos e são chamados de Bara.

E nada tem a ver com o fã militante de Twitter, que na verdade é fã de militância e não das obras em si.

O autor também faz um paralelo interessante sobre a relação entre a mãe e o filho na sociedade japonesa e mostra como o pai é quase um desconhecido para a criança. Ainda na visão do autor há uma relação quase doentia com essa mãe, algo um pouco diferente do complexo de Édipo ocidental.

O capítulo sobre a Comicket, a maior feira de fanzines(doujinshin) é muito interessante. Nele, o senhor Barral explica que até o final dos anos 90, apenas amadores participavam dessa feira e como as grandes empresas detentoras das obras forçaram a participação no evento.

O autor cita o caso de uma autora de Yaoi/BL que foi processada criminalmente por comercializar as histórias dela sobre personagens de videogame.

Entretanto notei que o senhor Barral deu muita ênfase ao lado erótico da criação otaku. Mas também não poupa críticas à sociedade japonesa, que segundo ele reprime violentamente o individuo em detrimento do grupo e relata caso terríveis de Ijime, o Bullying japonês. Um dos casos me lembrou muito um episódio de Além da Imaginação que eu já comentei aqui, chamado O Exame e um conto de George Orwell, se não me engano se chama Para matar um elefante.

Nos últimos capítulos o autor entra em detalhes de outro caso que deixou os otakus malvistos pelos japoneses em geral, o ataque com o gás sarin no metrô de Tóquio.

 

O senhor Barral conta em detalhes como a mídia explorou o caso e como a seita ganhou garotas adolescentes como fãs e até chegou a ter material sobre a seita vendido na Comicket.

 

Eis uma pequena dica de livro muito interessante para fãs e não fãs de animação japonesa e afins.

 


Netflix e Animes

 No primeiro post do ano resolvi comentar sobre o vídeo do excelente canal Intoxi Anime. Nele o dono do canal expõe o lado bom e ruim do aco...